Sobre o
Ranking dos Estados

O Ranking de Competitividade dos Estados tem como objetivo principal alcançar um entendimento mais profundo e abrangente das 27 unidades da federação, trazendo para o público uma ferramenta simples e objetiva para pautar a atuação dos líderes públicos brasileiros na melhoria da competitividade e da gestão pública dos seus Estados.

Ao mesmo tempo, o Ranking de Competitividade dos Estados pode representar também uma ferramenta bastante útil para o setor privado balizar decisões de investimentos produtivos, ao estabelecer critérios de atratividade em bases relativas entre os Estados, de acordo com as especificidades de cada projeto de investimento.

Para definir a estrutura, composição e a metodologia de cálculo do Ranking de Competitividade dos Estados, foi empreendido um amplo estudo da literatura acadêmica especializada, bem como da experiência nacional e internacional na confecção de rankings de competitividade.

Como resultado final, foram selecionados 100 indicadores considerados fundamentais para a promoção da competitividade e melhoria da gestão pública dos Estados brasileiros, distribuídos em 10 pilares temáticos: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

Propostas Prioritárias

O Ranking de Competitividade é uma ferramenta que busca pautar a atuação dos líderes públicos brasileiros na melhoria da competitividade dos seus estados. A partir da análise do conjunto de 10 pilares, o Ranking fornece uma visão sistêmica da gestão pública estadual.

Propostas prioritárias do Ranking de Competitividade dos Estados:

Ferramenta de
avaliação da
Administração
Pública

O Ranking funciona como um sistema de avaliação da gestão pública estadual, permitindo que a população acompanhe, compare e avalie o desempenho do seu estado.

Diagnosticar
e eleger
prioridades

Como ferramenta estratégica de gestão, o Ranking gera diagnósticos baseados em dados e evidências, apoiando líderes públicos na definição de prioridades e na formulação de políticas mais assertivas. Também orienta empresas e empreendedores na identificação dos locais e cenários de investimento mais adequados.

Promoção
de boas
práticas

O Ranking difunde experiências bem-sucedidas, incentivando os estados a replicarem e adaptarem iniciativas que geram resultados positivos para a população.

Sistema de
incentivo para os
líderes públicos

O Ranking estimula os estados a adotar práticas de gestão mais eficientes e adaptadas ao seu contexto, promovendo uma competição saudável e positiva que gera avanços consistentes e fortalece a competitividade.

Nossa Metodologia

A metodologia do ranking foi elaborada a partir de amplo estudo de benchmark internacional e de literatura acadêmica especializada sobre o assunto. A construção do ranking contou com duas etapas:

Tratamento dos
dados

O tratamento dos dados é importante para possibilitar a agregação de indicadores de natureza heterogênea, haja a vista as diversas unidades de medida encontradas nos indicadores. Para tanto, foi adotado o critério min-máx de normalização dos indicadores, no qual se utilizam os valores máximo e mínimo de cada indicador para normalizar linearmente os dados entre 0 e 100, mantendo a dispersão original dos dados.

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Ponderação dos indicadores
e pilares

Foram adotados quatro critérios de ponderação dos indicadores do ranking: I) Penalização de redundância: foram penalizados com redução do respectivo peso os indicadores que mostraram alta correlação com os demais indicadores do mesmo pilar, a partir de testes de correlação. Tal tratamento possibilitou que fosse incluído no ranking um maior número de indicadores, evitando, ao mesmo tempo, uma maior arbitrariedade na seleção dos indicadores.

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Peso dos Pilares

Peso dos pilares no Ranking de Competitividade dos Estados (Edição 2025)

100%
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Saiba mais
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Saiba mais
Pilar
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Indicadores
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Ano: {{indicador_atual.ano_ok}}
Fonte:

Camadas ESD e ODS

Com a metodologia da SEALL, o Ranking dos Estados incorporou métricas de sustentabilidade, fomentando boas práticas voltadas à justiça, à equidade e ao desenvolvimento sustentável.

Os 100 indicadores do Ranking de Competitividade foram utilizados para mensurar critérios ESG (ambiental, social e governança) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O Ranking de Sustentabilidade dos Estados oferece ao setor público uma ferramenta exclusiva, com métricas amplamente adotadas pelo setor privado, orientando a formulação de políticas e ações em sustentabilidade.

Governos locais e regionais desempenham um papel crucial no cumprimento da Agenda 2030, atuando como agentes transformadores em seus territórios e na promoção do desenvolvimento sustentável.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais diferenças entre os Rankings dos Estados e dos Municípios?

O Ranking de Competitividade dos Estados foi concebido pelo CLP em 2011, com o desenvolvimento técnico a cargo da Economist Intelligence Unit, com o intuito de gerar diagnósticos e direcionamentos para a atuação dos líderes públicos estaduais. Em 2015, em sua quarta edição, o trabalho passou a contar também com a contribuição técnica da Tendências Consultoria Integrada.

A partir da edição de 2021, o Ranking passou a ser concebido apenas pela Tendências. Em sua concepção atual, o ranking possibilita identificar, dentro de cada um de seus 10 pilares temáticos e 100 indicadores, quais são os pontos fortes e fracos que influenciaram a classificação final do Estado em cada um dos indicadores contemplados.

Já o Ranking de Competitividade dos Municípios teve a sua primeira edição em 2020, inspirado na metodologia aplicada aos estados, mas com adaptações à realidade local. Ele avalia aproximadamente 418 municípios brasileiros com mais de 80 mil habitantes, responsáveis por uma parcela significativa do PIB e da população. O ranking municipal é estruturado em 13 pilares e 65 indicadores e 3 dimensões, que abrangem temas como sustentabilidade fiscal, funcionamento da máquina pública, educação, saúde, meio ambiente, inovação e inserção econômica. Seu foco é medir a qualidade da gestão local e da vida urbana, oferecendo aos prefeitos, gestores municipais e câmaras de vereadores uma base comparativa para aprimorar políticas públicas e serviços voltados diretamente ao cidadão.

O que significa adotar uma visão sistêmica dos Rankings?

Adotar uma visão sistêmica significa compreender que os indicadores dos Rankings são complementares e devem ser analisados dentro do conjunto das ferramentas, e não de forma isolada.

Um exemplo claro está nos indicadores de Saneamento Básico. Um estado que apresente baixo custo de saneamento, mas que não ofereça serviços adequados de abastecimento de água e esgotamento sanitário, pode ser bem avaliado nesse indicador específico, que mede o custo. No entanto, esse mesmo estado será penalizado em outros indicadores, como Cobertura de Coleta de Esgoto, Tratamento de Esgoto e Perdas de Água.

Nesse sentido, situações de trade-off (acesso x qualidade x custo) aparecem em diversas áreas avaliadas pelas ferramentas, como educação, saúde e saneamento. Assim, apenas ao observar o conjunto dos indicadores é possível ter um retrato fiel da competitividade de um estado.

Qual é o ano de referência dos dados utilizados nos Rankings?

O Ranking utiliza sempre o dado mais recente disponível e publicizado pelas fontes oficiais no momento da consolidação da edição. Dessa forma, garantimos que os indicadores reflitam a realidade mais atual possível, respeitando a periodicidade de atualização de cada base de dados.

O que significa o uso dos pesos, utilizados nos Rankings?

A metodologia dos Rankings envolve a atribuição de pesos, garantindo que cada componente tenha influência proporcional na nota final.

  • Cada pilar possui um peso específico, que é público e pode ser consultado pelos usuários, assegurando transparência sobre sua relevância na composição do resultado.
  • Cada indicador, dentro de seu respectivo pilar, também recebe um peso. Esses pesos, no entanto, não são divulgados, pois o CLP e suas parceiras técnicas consideram essa informação estratégica.

Ainda assim, o Relatório Técnico dos Rankings, disponibiliza gráficos e análises explicativas que permitem compreender de forma clara a relevância relativa de cada indicador em seu pilar, fortalecendo a legitimidade e a clareza da metodologia.

O que significa a normalização dos dados dos indicadores no ranking de Competitividade dos Estados?

Os dados brutos, extraídos diretamente de bases públicas, passam por um processo de normalização pelo critério min-máx. Nesse método, são utilizados os valores mínimo e máximo de cada indicador para padronizar os resultados em uma escala de 0 a 100, preservando sua dispersão original.

  • A Unidade da Federação (UF) ou município com pior desempenho no indicador recebe nota 0.
  • A UF ou município com melhor desempenho no indicador recebe nota 100.

Esse processo é fundamental, pois permite a comparação e agregação de indicadores heterogêneos, que possuem diferentes unidades de medida (como percentual, taxa ou valor absoluto).

Os Relatórios Técnicos anuais de ambos os Rankings apresentam explicações detalhadas sobre a normalização, incluindo a fórmula utilizada e outros aspectos técnicos, reforçando a transparência da metodologia.

Quais são as principais utilidades dos rankings de Competitividade dos Estados e Municípios?

Os Rankings de Competitividade possuem quatro principais aplicações que os tornam ferramentas estratégicas para a gestão pública:

  • Avaliação da Administração Pública – permitem mensurar o desempenho dos estados e municípios em diferentes áreas, oferecendo uma visão objetiva sobre avanços e desafios.
  • Sistema de incentivo para líderes públicos – estimulam governadores e prefeitos a buscar melhores resultados, criando um ambiente saudável de comparação e competição positiva.
  • Ferramenta de diagnóstico e definição de prioridades – apoiam gestores na identificação de gargalos e na escolha das áreas que devem receber maior atenção e investimento.
  • Promoção de boas práticas – destacam iniciativas de sucesso, favorecendo a disseminação de experiências que podem ser replicadas em outros contextos.
Qual a composição do ranking de Competitividade dos Estados?

O Ranking de Competitividade dos Estados é estruturado a partir de 10 pilares e 100 indicadores, organizados de forma a refletir os principais fatores que determinam a competitividade e sustentam o desenvolvimento de longo prazo.

Qual a composição do ranking de Competitividade dos Municípios?

O Ranking de Competitividade dos Municípios é composto por 3 dimensões centrais – Instituições, Sociedade e Economia – que se desdobram em 13 pilares e 65 indicadores. Cada indicador está vinculado a um pilar específico, que, por sua vez, integra uma das três dimensões. Essa estrutura garante uma análise equilibrada, capaz de captar diferentes perspectivas do desenvolvimento municipal e oferecer uma visão sistêmica dos avanços e desafios de cada cidade.

Quais são os critérios de seleção dos indicadores dos ranking de Competitividade dos Estados e Municípios?

Todos os indicadores selecionados para compor os Rankings seguem critérios rigorosos, que asseguram sua qualidade e relevância:

  • Mensuração de atividades-fim: priorizam resultados efetivos, evitando indicadores de processos ou atividades-meio.
  • Abrangência e representatividade: refletem de forma consistente a realidade nacional e regional.
  • Capacidade de capturar trade-offs: consideram a relação entre acesso, qualidade e custo.
  • Fonte externa e de referência: utilizam bases públicas ou reconhecidas nacional e internacionalmente.
  • Atualização periódica: garantem comparabilidade e confiabilidade ao longo do tempo.
Qual é a fonte utilizada para estimar o PIB utilizado no Ranking de Competitividade dos Estados?

Diversos indicadores do Ranking de Competitividade dos Estados utilizam o Produto Interno Bruto (PIB) estadual como denominador de cálculo. Para essas estimativas, o Ranking adota a metodologia desenvolvida pela Tendências Consultoria, instituição de reconhecida credibilidade em análises e projeções macroeconômicas.

Os detalhes completos sobre a metodologia de cálculo do PIB podem ser consultados no Relatório Técnico do Ranking, que apresenta as premissas e procedimentos utilizados na elaboração das estimativas.

Posso fazer sugestões em relação aos Rankings?

Sim. Estamos abertos a receber sugestões de aprimoramento dos Rankings de Competitividade, tanto para a inclusão de novos indicadores quanto para ajustes metodológicos nos já existentes.

As propostas recebidas são analisadas pelo Comitê Crítico, formado por especialistas de reconhecida experiência nas diferentes temáticas, que avaliam a pertinência e definem o que pode ser incorporado. Pelo nosso site oficial é possível enviar diretamente as suas sugestões. É importante destacar, no entanto, que todos os indicadores que compõem os Rankings devem atender a critérios básicos, entre os quais se destacam:

  • Indicador finalístico: deve medir resultados (atividades-fim), evitando indicadores de processos ou atividades-meio;
  • Atualização periódica: precisa ser atualizado regularmente, garantindo confiabilidade e comparabilidade ao longo do tempo;
  • Disponibilidade pública (transparência): deve ter origem em bases de dados públicas ou ser calculado a partir de informações primárias de acesso público.

Essa abertura ao diálogo busca reforçar a transparência e a legitimidade dos Rankings, além de assegurar que eles se mantenham como ferramentas confiáveis e úteis para a formulação de políticas públicas.

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